"Quer se trate do corpo de outrem, quer se trate do meu, não tenho outro modo de conhecer o corpo humano, senão vivendo-o, isto é, assumindo por minha conta o drama que me atravessa e fundindo-me com ele"
Merleau-Ponty
domingo, 30 de novembro de 2008
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Medéia em Pé

Desculpa Pedro,
Sem pretexto eu minto
Nos teus braços amigáveis
Não quis nem parque, nem recreio.
Muito menos que caissem mais os meus seios.
Desculpa Pedro,
Destrui nosso poema mais bonito
E bem escrito.
Fiz, porque era preciso
, porque você não faria
, pra você poder dormir em paz.
Enquanto eu sofria e
O quão doida foi minha agonia.
Mesmo assim,
Novamente eu faria.
domingo, 23 de novembro de 2008
Um Brinde - Ao ócio e ao ácido!
Neste domingo, sórdido e sonolento, compreendi. Quando mestruei, o dia todo, meu próprio sangue. E vomitei, incessantemente, minha própria bile. A Ironia. Do nosso sexo real. Passar ao platônico. Dolorosamente entendi. Meu orgasmo virou papel barato.
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Jacques Prévert de aniversário
Para o último 17, passado, Prévert pra mim.
DÉJEUNER DU MATIN
Il a mis le café
dans la tasse
Il a mis le lait
dans la tasse de café
Il a mis le sucre
dans le café au lait
Avec la petite cuiller
il a tourné
Il a bu le café au lait
et il a reposé la tasse
sans me parler
Il a allumé
une cigarette
Il a fait des ronds
avec la fumée
Il a mis les cendres
dans le cendrier
sans me parler
sans me regarder
Il s’est lévé
Il a mis
son chapeau sur la tête
Il a mis son manteau de pluie
parce qu’il pleuvait
et il est parti
sous la pluie
sans une parole
sans me regarder
et moi j’ai pris
ma tête dans ma main
e j’ai pleuré.
CAFÉ DA MANHÃ
Ele pôs o café
na xícara.
Pôs leite
na xícara de café.
Pôs açúcar
no café com leite.
Mexeu com a colherinha
o seu café.
Bebeu o café
com leite.
Deixou a xícara
em paz,
sem dialogar.
Acendeu
um cigarro.
Fez com a fumaça
rodelinhas no ar.
Pôs as cinzas
no cinzeiro
sem dialogar,
sem me encarar.
Ficou de pé.
Ajeitou
o chapéu na cabeça.
Sob a capa-de-chuva,
porque chovia,
ele foi embora
sem uma palavra,
sem sequer me olhar.
E eu,
o que fiz?
A cabeça entre as mãos,
só fiz chorar.
DÉJEUNER DU MATIN
Il a mis le café
dans la tasse
Il a mis le lait
dans la tasse de café
Il a mis le sucre
dans le café au lait
Avec la petite cuiller
il a tourné
Il a bu le café au lait
et il a reposé la tasse
sans me parler
Il a allumé
une cigarette
Il a fait des ronds
avec la fumée
Il a mis les cendres
dans le cendrier
sans me parler
sans me regarder
Il s’est lévé
Il a mis
son chapeau sur la tête
Il a mis son manteau de pluie
parce qu’il pleuvait
et il est parti
sous la pluie
sans une parole
sans me regarder
et moi j’ai pris
ma tête dans ma main
e j’ai pleuré.
CAFÉ DA MANHÃ
Ele pôs o café
na xícara.
Pôs leite
na xícara de café.
Pôs açúcar
no café com leite.
Mexeu com a colherinha
o seu café.
Bebeu o café
com leite.
Deixou a xícara
em paz,
sem dialogar.
Acendeu
um cigarro.
Fez com a fumaça
rodelinhas no ar.
Pôs as cinzas
no cinzeiro
sem dialogar,
sem me encarar.
Ficou de pé.
Ajeitou
o chapéu na cabeça.
Sob a capa-de-chuva,
porque chovia,
ele foi embora
sem uma palavra,
sem sequer me olhar.
E eu,
o que fiz?
A cabeça entre as mãos,
só fiz chorar.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Enfezada? Eu? Nunca. Eu tomo fibras meu amor.
sábado, 1 de novembro de 2008
Inimigo Sacro
Copyright me, baby
Aunque, yo
Copyright you
Nós duas sabemos
Inside
Pero, en lo más
Profundo Silêncio.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Deleuze re-organize meu corpo!!!!

Um coração que bate no estomâgo. Vomito, fragmentando meu respirar. Pulmão que inspira em meu útero. Até as ancas estalar. Um útero que por sua vez, não sai da cabeça. Menstruando meu pensar.
Pretendo trégua! É difícil, Deleuze, tenha dó de mim. Re-organize, des-complique. Não há de existir um alguém que me queira assim.
Pretendo trégua! É difícil, Deleuze, tenha dó de mim. Re-organize, des-complique. Não há de existir um alguém que me queira assim.
sábado, 25 de outubro de 2008
De elogios e sobras
Tudo que escrevi, a internet apagou... Só restou, essa sobra ...
Fotos e memórias de uma Strega muito louca... Cuidado, moço às vezes parece erva, parece hera cuidado com essa gente que gera essa gente que se metamorfoseia metade legível, metade sereia.
Fotos e memórias de uma Strega muito louca... Cuidado, moço às vezes parece erva, parece hera cuidado com essa gente que gera essa gente que se metamorfoseia metade legível, metade sereia.
Fatorial Solidão 10:00!
Chovia. Depois das vinte e duas horas. Ventava. Sozinha. Aquela porcaria de sombrinha da casa china quebrara. A chuva caia e com o vento forte chicoteava. A face molhada, escorria. Gelava. Passei o relógio das flores. Já enxarcada. Descendo a rua das boates gays, com pressa. Ou medo, sei lá. Sem ter um número pra ligar. Uma tábua de salvação para agarrrar. A calça molhada. Pesava. No chão arrastava. A bolsa, presa ao corpo, como que em assédio. Grudara.
Mantive a sombrinha fechada. E já fudida pela chuva. Caminhava. Talvez quem olhasse não entendesse. Uma mulher ensopada. Carregando nas mãos, uma sombrinha fechada.
Mantive a sombrinha fechada. E já fudida pela chuva. Caminhava. Talvez quem olhasse não entendesse. Uma mulher ensopada. Carregando nas mãos, uma sombrinha fechada.
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
HOMEM sindicalizado.
Ele jura não pertencer ao sindicato, mas sempre age como sócio respeitado.
Usurpa, mente, usa e joga fora sem demoras vai embora, com novo amor.
Já fui tua melhor amiga, tua companheira, tua sina, já fui tudo isso um dia.
O que lhe faz acreditar ser diferente e não pertencer ao sindicato??? Se tudo que faz é o mais puro regulamento nato.
Usurpa, mente, usa e joga fora sem demoras vai embora, com novo amor.
Já fui tua melhor amiga, tua companheira, tua sina, já fui tudo isso um dia.
O que lhe faz acreditar ser diferente e não pertencer ao sindicato??? Se tudo que faz é o mais puro regulamento nato.
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